A presença das mulheres no mercado de trabalho e nas decisões financeiras avançou nos últimos anos, mas essa evolução ainda não se reflete na mesma proporção no consumo de seguros e previdência.
Dados da 1ª Pesquisa FeMa Meter, realizada pela Susep, mostram que as mulheres aparecem em menor proporção como titulares e consumidoras na maior parte dos produtos analisados. Na previdência privada aberta, segmento em que a participação feminina é mais expressiva, elas representam 44,9% dos contratos. Já nos seguros climáticos e rurais, a presença cai para 13,4%.
A diferença também aparece nos valores destinados ao planejamento de longo prazo. Na previdência aberta, a contribuição média dos homens é de R$ 17.218, enquanto entre as mulheres o valor médio é de R$ 13.187, uma diferença de aproximadamente 30%.
Os números ajudam a colocar em evidência uma questão que vai além do interesse por seguros. Diferenças de renda, disponibilidade financeira e acesso à informação podem influenciar diretamente a capacidade de contratar proteção e construir reservas para o futuro.
Para o mercado segurador, o cenário também reforça a importância de compreender melhor as diferentes necessidades do público feminino. Produtos mais adequados a cada momento de vida, comunicação acessível e principalmente, orientação especializada podem contribuir para aproximar mais mulheres das soluções de proteção financeira.
Seguro e previdência fazem parte de um planejamento que precisa considerar renda, patrimônio, responsabilidades familiares e objetivos de longo prazo. Por isso, mais do que ampliar a oferta de produtos, é importante tornar a informação e a orientação cada vez mais presentes na tomada de decisão.
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