A inteligência artificial está deixando a fase de experimentação para assumir um papel cada vez mais presente no mercado segurador. Sinistros, atendimento, prevenção de fraudes e análise de riscos estão entre as áreas que já incorporam a tecnologia para tornar processos mais rápidos e apoiar decisões.
Segundo levantamento da CNseg citado pelo CQCS, 80% das empresas brasileiras do setor já utilizam inteligência artificial, principalmente IA generativa. Embora os reflexos sobre as receitas ainda sejam limitados, os ganhos de produtividade associados à tecnologia variam entre 30% e 50%.
Os resultados já podem ser observados em aplicações práticas. No seguro automóvel, por exemplo, sistemas de IA estão sendo utilizados na análise de imagens durante a regulação de sinistros. Em outras áreas, modelos inteligentes auxiliam na interpretação de documentos, identificação de possíveis fraudes, personalização de ofertas e automação do atendimento.
Para as empresas que contratam seguros, esse avanço pode contribuir para processos mais ágeis e uma análise cada vez mais orientada por dados. Mas a evolução tecnológica também reforça outro ponto importante: tecnologia e conhecimento especializado precisam caminhar juntos.
Quanto mais complexos se tornam os riscos empresariais, maior é a necessidade de interpretar informações e entender quais coberturas realmente fazem sentido para cada operação. A inteligência artificial pode apoiar esse processo, mas a análise das particularidades de cada negócio e a orientação especializada continuam sendo fundamentais.
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