Grandes projetos exigem planejamento financeiro, técnico e jurídico, mas também uma estrutura clara de gestão e transferência de riscos. Em concessões, obras e contratos de longo prazo, definir responsabilidades e mecanismos de proteção pode ser determinante para a continuidade do investimento.
Em agosto de 2026, o Ministério de Portos e Aeroportos criou um grupo de trabalho para revisar e padronizar o uso de seguros e garantias em concessões de portos, aeroportos e hidrovias. A iniciativa busca reduzir incertezas jurídicas e melhorar a utilização desses instrumentos em projetos de infraestrutura.
O movimento reforça uma mudança importante na forma como o seguro é percebido no ambiente empresarial. Mais do que uma proteção acionada depois de uma perda, ele pode fazer parte da estrutura do próprio projeto, ajudando a distribuir riscos, oferecer garantias e trazer mais previsibilidade para contratos de grande porte.
Essa lógica não se limita à infraestrutura pública. Empresas que desenvolvem novos projetos, ampliam operações ou assumem contratos relevantes também precisam avaliar desde o início quais riscos podem comprometer a execução e quais soluções podem ajudar a protegê-los.
Quando a gestão de riscos entra na fase de planejamento, a empresa ganha mais clareza para tomar decisões e enfrentar imprevistos com estrutura.
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